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ALERTA NO FERRY! Justiça determina melhorias contra incêndios no terminal de São Joaquim
Internacional Travessias deverá cumprir medidas de segurança no terminal do Ferry-Boat em Salvador, com prazos de até 120 dias e multa diária em caso de descumprimento.
A Justiça do Trabalho determinou que o terminal de São Joaquim do sistema Ferry-Boat, em Salvador, passe por uma série de adequações para reduzir riscos de incêndio e garantir melhores condições de segurança para trabalhadores, passageiros e pessoas que circulam nas proximidades.
A decisão atinge a Internacional Travessias Salvador S.A. e seus três sócios administradores, após uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
A empresa terá que seguir um cronograma de medidas estabelecido pela Justiça, com prazos que variam entre 30 e 120 dias. Em caso de descumprimento injustificado, foi fixada multa diária de R$ 10 mil por obrigação não cumprida, limitada inicialmente a R$ 1 milhão.
FALHAS DE SEGURANÇA FORAM IDENTIFICADAS
A ação do MPT foi apresentada após um inquérito apontar irregularidades relacionadas às normas de saúde e segurança do trabalho. Os levantamentos realizados pelo órgão, em conjunto com o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, identificaram problemas que poderiam colocar em risco trabalhadores e usuários do sistema.
Entre as irregularidades apontadas estão a ausência do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros e de um Projeto Técnico de Segurança Contra Incêndio e Pânico aprovado.
Também foram identificadas deficiências nas saídas de emergência, sinalização e iluminação do terminal.
Segundo o processo, o local ainda não contaria com uma brigada de incêndio estruturada nem com todos os equipamentos necessários para prevenção e combate a possíveis incêndios, como extintores, hidrantes, mangotinhos, sensores automáticos de fumaça e sistemas de combate por espuma.
EMPRESA TERÁ ATÉ 120 DIAS PARA ADEQUAÇÕES
A decisão estabelece diferentes prazos para que as medidas sejam colocadas em prática.
Nos primeiros 30 dias, a empresa deverá instalar a sinalização de emergência e formar uma brigada de incêndio.
Em até 60 dias, deverá apresentar ao Corpo de Bombeiros o Projeto Técnico de Segurança Contra Incêndio e Pânico, além do memorial descritivo e da planta baixa do sistema de resfriamento dos tanques de combustível, para análise.
Já em até 120 dias, deverão ser concluídas as adequações das saídas de emergência e a implantação dos sistemas de proteção contra incêndio, incluindo iluminação de emergência, extintores, hidrantes, sistemas de combate por espuma e sensores de fumaça.
TANQUES DE COMBUSTÍVEL AUMENTAM PREOCUPAÇÃO
O MPT destacou que a situação exige atenção especial devido à existência de tanques para armazenamento de líquidos combustíveis no terminal.
Para esse tipo de estrutura, devem ser observados requisitos específicos previstos na norma técnica NBR 17505-7, que estabelece medidas relacionadas à segurança, incluindo sistemas de proteção e resfriamento.
Documentos anexados ao processo indicam que os problemas já eram apontados desde setembro de 2025.
Segundo o MPT, antes da ação judicial houve tentativa de solucionar as irregularidades por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas a negociação não avançou porque a empresa não teria aceitado o acordo.
INTERDIÇÃO PODERÁ SER REAVALIADA
O MPT havia solicitado que a área considerada de risco fosse automaticamente interditada após o prazo de 60 dias.
O juiz André Oliveira Neves, titular da 31ª Vara do Trabalho de Salvador, acolheu parcialmente os pedidos e decidiu que a necessidade de uma eventual interdição será analisada posteriormente, considerando o cumprimento das medidas determinadas.
A responsabilidade pelo pagamento das multas é solidária entre a Internacional Travessias e os sócios administradores Luiz Carlos Cantanhede Fernandes, Cristiano Barroso Fernandes e Rodrigo Fernandes e Fernandes.
Uma audiência judicial para tratar do cumprimento das determinações está marcada para 25 de novembro.
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