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SEM SALÁRIO! Terceirizados denunciam atrasos e paralisam serviços em Salvador e Feira de Santana
Trabalhadores contratados pela empresa Creta relatam problemas com salários, alimentação e transporte; manifestações ocorreram no IML de Salvador e na Uefs
Trabalhadores terceirizados que atuam em órgãos públicos da Bahia denunciaram atrasos no pagamento de salários e realizaram mobilizações nesta terça-feira (8) em Salvador e Feira de Santana. Os funcionários afirmam que enfrentam dificuldades para arcar com despesas básicas devido à falta de regularização dos pagamentos.
Os trabalhadores são contratados pela empresa Creta, responsável pela prestação de serviços como limpeza, portaria, jardinagem e fornecimento de mão de obra para instituições públicas.
MANIFESTAÇÃO ACONTECE NO IML DE SALVADOR
No Instituto Médico Legal (IML) de Salvador, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação, Limpeza Urbana e Manutenção Predial (Siemaco Salvador) realizou uma manifestação para cobrar uma solução para os atrasos.
Segundo o presidente da entidade, Maurício Rocha, os trabalhadores não teriam recebido os salários integralmente. Ele também relatou problemas nos pagamentos destinados ao transporte e à alimentação.
“A empresa Creta, pra variar, não pagou o salário, pagou a alimentação e transporte pela metade. Trabalhadores aqui sem previsão de salário”, afirmou.
TERCEIRIZADOS TAMBÉM PARALISAM ATIVIDADES NA UEFS
Em Feira de Santana, trabalhadores terceirizados responsáveis pelos serviços de jardinagem da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) também paralisaram as atividades.
Conforme os relatos apresentados pelos funcionários, alguns trabalhadores estariam há quase 40 dias aguardando o pagamento dos salários.
A falta dos vencimentos tem provocado preocupação entre os terceirizados, que dependem da renda para despesas como alimentação, transporte, aluguel e contas domésticas.
TRABALHADORES COBRAM PROVIDÊNCIAS
Os funcionários cobram medidas tanto da empresa responsável pela contratação quanto do Governo da Bahia, responsável pelos contratos com as instituições públicas onde os serviços são prestados.
A situação também levanta questionamentos sobre o acompanhamento e a fiscalização dos contratos de terceirização firmados pelo poder público.
Os trabalhadores esperam que os pagamentos sejam regularizados e que seja apresentada uma previsão para a quitação dos valores em atraso.
O espaço permanece aberto para que a empresa Creta e o Governo da Bahia apresentem suas versões e esclarecimentos sobre as denúncias.
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