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O Serviço Municipal de Intermediação de Mão de Obra (Simm) disponibiliza 654 vagas de emprego em Salvador nesta terça-feira (15). Do total, 276 oportunidades são destinadas exclusivamente a pessoas co

Operação Sem Lastro cumpre mandados contra investigados por suposto esquema que teria enganado fundos de investimento e causado prejuízo superior a R$ 15 milhões
O Serviço Municipal de Intermediação de Mão de Obra (Simm) disponibiliza 654 vagas de emprego em Salvador nesta terça-feira (15). Do total, 276 oportunidades são destinadas exclusivamente a pessoas co

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta terça-feira (15), em Salvador, a Operação Sem Lastro, contra um grupo investigado por um suposto esquema de fraude financeira envolvendo a criação e negociação de duplicatas falsas.

Segundo as investigações, os documentos simulavam dívidas de empresas que, na realidade, não teriam realizado as vendas ou prestado os serviços indicados nos títulos.

A operação cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão, além de medidas judiciais para tornar indisponíveis bens móveis e imóveis avaliados em até R$ 15 milhões.

MAIS DE MIL DUPLICATAS TERIAM SIDO CRIADAS

Conforme a Polícia Civil, mais de mil duplicatas consideradas falsas foram identificadas durante a investigação.

Os documentos envolveriam mais de 200 empresas, que apareciam como responsáveis pelo pagamento das supostas dívidas, embora, segundo as apurações, não tivessem realizado as transações comerciais descritas nos títulos.

O valor das duplicatas colocadas em circulação ultrapassa R$ 32 milhões. O prejuízo financeiro já confirmado pela investigação é superior a R$ 15 milhões.

TÍTULOS ERAM NEGOCIADOS COM FUNDOS

A investigação aponta que os suspeitos negociavam as duplicatas com fundos de investimento, que acreditavam estar adquirindo títulos referentes a operações comerciais verdadeiras.

Para dar aparência de normalidade ao esquema, os investigados teriam utilizado recursos próprios para realizar o pagamento de algumas duplicatas.

Segundo a apuração, essa estratégia permitia que determinados títulos fossem renovados e que novos valores fossem obtidos junto aos fundos de investimento.

POLÍCIA TENTA BLOQUEAR PATRIMÔNIO

Além das prisões e buscas, a Justiça autorizou medidas para impedir que os investigados possam transferir ou ocultar bens.

Os imóveis e veículos atingidos pelas medidas estão avaliados em até R$ 15 milhões. O objetivo é preservar patrimônio que possa ser utilizado futuramente para um eventual ressarcimento das vítimas, caso as irregularidades sejam confirmadas no decorrer do processo.

A Operação Sem Lastro é coordenada pelo Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM).

As investigações continuam para esclarecer a participação de cada suspeito, identificar a extensão do esquema e apurar o destino dos valores movimentados.

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