CASO INUSITADO EM SALVADOR! Duas motos aparecem com o mesmo chassi e placas quase iguais
Uma abordagem realizada pela Polícia Militar terminou em uma descoberta incomum na noite desta quarta-feira (16), em Salvador. Duas motocicletas diferentes foram parar na Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV) após apresentarem o mesmo número de chassi e placas praticamente iguais.
O caso começou durante uma ação do Batalhão Apolo na região de Coutos. Os policiais abordaram uma motocicleta identificada pela placa JRM-9B74, no padrão Mercosul, diante da suspeita de que o veículo pudesse ser clonado.
MOTOCICLISTA DIZ QUE COMPROU VEÍCULO REGULARMENTE
O homem que estava com a moto informou aos policiais que havia adquirido o veículo aproximadamente três meses antes, em uma loja localizada na Avenida Suburbana, pelo valor de R$ 8,5 mil.
Segundo o relato, a motocicleta havia sido transferida para o nome dele junto ao Detran, e ele apresentou a documentação durante a abordagem.
O veículo foi levado para a DRFRV para que a situação pudesse ser verificada.
SEGUNDO DONO APARECE COM MOTO QUASE IDÊNTICA
Durante o registro da ocorrência, os policiais localizaram no sistema oficial o proprietário relacionado à identificação da motocicleta.
O homem compareceu à delegacia levando outra moto. O veículo tinha a placa JRM-9174, no modelo antigo, e apresentava características semelhantes à motocicleta apreendida inicialmente.
Foi durante a comparação dos dois veículos que surgiu a principal coincidência: as duas motos apresentavam o mesmo número de chassi: KC08E5 // 8068317.
Os veículos, entretanto, estavam em posse de pessoas diferentes.
O segundo proprietário contou que havia comprado a motocicleta cerca de dois anos atrás, em Coité, por aproximadamente R$ 8 mil. Ele também relatou que vinha recebendo cobranças de IPVA e multas que não reconhecia.
PERÍCIA VAI APONTAR QUAL MOTO É ORIGINAL
Diante da situação, as duas motocicletas foram apreendidas e deverão passar por perícia do Departamento de Polícia Técnica (DPT).
Os exames serão importantes para identificar possíveis adulterações nos sinais de identificação e determinar a procedência dos veículos.
A DRFRV ficará responsável pela investigação. Até a conclusão da perícia, não está definido oficialmente qual das duas motocicletas é a original e se houve clonagem ou outro tipo de irregularidade.
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