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EQUIPAMENTOS RETIDOS? Agricultores denunciam demora da CAR para liberar máquinas e estruturas em Salvador
Equipamentos destinados a associações de Xique-Xique e Irecê permaneceram na unidade da companhia; lideranças levantam suspeita de motivação política e cobram explicações.
Pequenos agricultores de Xique-Xique e Irecê, no interior da Bahia, aguardam a liberação de equipamentos destinados às atividades das associações rurais. Os materiais estão na unidade da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), em Salvador, mesmo após a emissão dos documentos necessários para a retirada.
Segundo informações repassadas pelas lideranças, um caminhão chegou a permanecer por quase 48 horas em frente à unidade da companhia para realizar o transporte dos equipamentos. Sem conseguir autorização para a retirada, o veículo teria deixado o local vazio.
Entre os materiais estão um tanque-pipa com capacidade para 4 mil litros e 20 barracas destinadas a feiras livres de Xique-Xique. Também aguardam liberação um caminhão-pipa e uma grade hidráulica com 24 discos, que seriam utilizados por produtores do distrito de Angical, em Irecê.
A demora gerou questionamentos entre representantes das associações, principalmente porque os equipamentos seriam provenientes de emendas impositivas destinadas pelo deputado estadual Cafu Barreto (União Brasil), integrante da oposição ao governo estadual.
Diante do cenário, lideranças passaram a levantar a possibilidade de que a demora tenha relação com questões políticas. Até o momento, porém, não há confirmação de que a retenção tenha sido motivada por razões políticas.
O deputado Cafu Barreto criticou a situação e cobrou uma solução por parte da CAR. Segundo ele, os agricultores se organizaram para providenciar o transporte e assumiram os custos necessários para buscar os equipamentos.
A principal cobrança feita pelas associações é sobre o motivo pelo qual os materiais ainda não foram liberados, apesar de os termos de retirada já terem sido emitidos.
Enquanto aguardam uma definição, os agricultores permanecem sem equipamentos que seriam utilizados em atividades como abastecimento de água, produção rural e comercialização de produtos. A direção da CAR, comandada por Jeandro Ribeiro, ainda deverá esclarecer as razões da demora na liberação.
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