LULA FALA SOBRE PICANHA! Presidente diz que, sem dinheiro para carne, brasileiro pode comprar ovo ou salada
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a falar sobre a promessa da picanha, que marcou sua campanha presidencial de 2022. Durante entrevista ao Flow Podcast, realizada na noite desta quinta-feira (1º), o presidente foi questionado sobre o preço dos alimentos e sobre a diferença entre o discurso adotado quatro anos atrás e a realidade atual.
Ao responder, Lula afirmou que o brasileiro precisa adaptar sua alimentação de acordo com o dinheiro disponível. Segundo ele, quando uma família não tem recursos para comprar determinado alimento, pode optar por outras alternativas.
> “É simples, cara. O povo brasileiro sabe a vida dele como é que é. Se não tiver dinheiro para comprar carne, a gente compra ovo. Se não tiver ovo, a gente compra salada”, declarou.
A fala ocorreu durante uma conversa sobre custo de vida, alimentação e poder de compra. O presidente também mencionou a própria experiência como trabalhador e relatou que, durante o período em que trabalhou em uma fábrica, houve momentos em que sua alimentação era composta apenas por arroz e feijão.
PROMESSA DA PICANHA FOI LEMBRADA DURANTE A ENTREVISTA
A pergunta feita a Lula recuperou uma das declarações mais conhecidas de sua campanha presidencial de 2022.
Naquele período, o então candidato utilizou a picanha e o churrasco como símbolos de uma promessa de recuperação do poder de compra das famílias brasileiras. Em declarações durante a campanha, Lula afirmou que os brasileiros deveriam voltar a ter condições de consumir carne e tomar cerveja nos fins de semana.
Em agosto de 2022, durante entrevista ao Jornal Nacional, Lula associou a melhora da renda ao retorno do consumo de churrasco e picanha. O tema continuou sendo mencionado posteriormente pelo petista.
Em 2024, já como presidente, Lula voltou a abordar o assunto e afirmou que não havia esquecido a promessa relacionada à picanha e à cerveja.
Quatro anos depois da campanha que levou a promessa ao centro do debate eleitoral, o assunto voltou a ser colocado diante do presidente durante a entrevista ao Flow.
LULA RECONHECE QUE ALIMENTOS CONTINUAM CAROS
Durante a entrevista, Lula também reconheceu que os preços dos alimentos ainda representam uma preocupação para as famílias brasileiras.
A declaração sobre carne, ovo e salada ocorreu justamente durante uma discussão mais ampla sobre o custo de vida e as condições financeiras dos consumidores.
Dados citados em reportagens sobre a entrevista mostram que o grupo Alimentação e bebidas registrou queda de 0,34% em agosto de 2026, embora acumulasse alta de 3,52% no ano até aquele mês. O IPCA, índice oficial de inflação, acumulava alta de 3,11% em 2026 no mesmo período.
Os números ajudam a contextualizar o debate sobre os preços dos alimentos, mas não significam que todos os produtos tenham apresentado o mesmo comportamento. Carne, ovos, verduras e outros itens possuem variações próprias de preço, dependendo do período, região e estabelecimento.
FALA REPERCUTE NA RETA FINAL DA ELEIÇÃO
A declaração também ganhou repercussão por ter sido feita durante a campanha eleitoral de 2026, poucos dias antes do primeiro turno.
O trecho da entrevista passou a circular nas redes sociais e foi associado por diferentes grupos políticos à promessa da picanha feita em 2022. A repercussão inclui críticas de adversários e comentários de usuários, mas essas reações representam posicionamentos políticos e não alteram o conteúdo da declaração original.
A entrevista ocorreu em um momento de intensa disputa eleitoral e abordou diversos temas relacionados à economia, ao custo de vida e às medidas que o governo pretende adotar.
Por isso, a fala sobre carne, ovo e salada passou a ser utilizada no debate político como uma comparação entre duas declarações feitas em momentos diferentes: a promessa de melhora do poder de compra apresentada durante a campanha de 2022 e a afirmação feita agora sobre a possibilidade de substituir alimentos de acordo com a renda disponível.
PRESIDENTE TAMBÉM CITOU A PRÓPRIA EXPERIÊNCIA
Ao explicar sua resposta, Lula recorreu à própria trajetória profissional.
O presidente afirmou que trabalhou durante muitos anos em uma fábrica e que enfrentou períodos em que precisava se alimentar com opções mais simples.
Segundo relatos publicados sobre a entrevista, Lula mencionou que houve ocasiões em que levou para o trabalho uma marmita composta apenas por arroz e feijão, sem ovo ou outro acompanhamento.
A referência foi utilizada pelo presidente para argumentar que o trabalhador conhece a própria realidade financeira e adapta suas escolhas conforme os recursos disponíveis.
O QUE LULA DISSE
A declaração central feita durante a entrevista foi:
> “Se não tiver dinheiro para comprar carne, a gente compra ovo. Se não tiver ovo, a gente compra salada.”
A fala foi dada como resposta a uma pergunta sobre a promessa da picanha e não constitui, por si só, uma recomendação nutricional ou uma orientação oficial de política alimentar.
O contexto da entrevista foi uma discussão sobre preços, renda e poder de compra, com Lula apresentando sua interpretação sobre a maneira como as famílias lidam com diferentes condições financeiras.
TEMA VOLTA AO DEBATE SOBRE PODER DE COMPRA
A picanha tornou-se um símbolo político durante a campanha de 2022 justamente por representar, no discurso de Lula, a possibilidade de melhora no padrão de consumo das famílias.
Desde então, o preço da carne e dos alimentos passou a ser frequentemente utilizado no debate público para discutir inflação, renda e poder de compra.
A nova declaração recoloca o tema em evidência justamente durante uma nova campanha presidencial.
A comparação entre as duas falas, contudo, depende da interpretação de cada eleitor sobre as declarações e sobre a evolução do custo de vida. O fato documentado é que Lula utilizou a picanha como referência durante a campanha de 2022 e, agora, ao ser questionado sobre o assunto, afirmou que o consumidor pode substituir a carne por ovo ou salada quando não tiver dinheiro para comprar o produto.
A entrevista também abordou outros assuntos econômicos e políticos, ampliando a discussão sobre as condições financeiras das famílias brasileiras.
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