ELEIÇÕES 2026! TSE quer reduzir abstenção no segundo turno após recorde no primeiro
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pretende intensificar as ações para reduzir a abstenção de eleitores no segundo turno das eleições de 2026. A informação foi dada neste domingo (4) pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, após a divulgação dos números do primeiro turno.
Segundo os dados do sistema de totalização do TSE, 21,08% dos eleitores aptos a votar não compareceram às urnas na primeira etapa da eleição. O percentual representa aproximadamente 33,4 milhões de pessoas.
Para o presidente do tribunal, o índice ainda é considerado elevado e deve ser alvo de novas medidas da Justiça Eleitoral antes do segundo turno.
> “Não é o ideal uma abstenção de 20%. A ideia é intensificar e aperfeiçoar todos os mecanismos disponíveis para que a gente consiga diminuir esse percentual no segundo turno”, afirmou Nunes Marques.
MAIS DE 33 MILHÕES NÃO VOTARAM
O eleitorado apto a participar do primeiro turno era de aproximadamente 158,7 milhões de pessoas. Desse total, cerca de 125 milhões compareceram às urnas.
Além dos eleitores que não participaram da votação, o primeiro turno registrou também 2,2 milhões de votos em branco e aproximadamente 3,6 milhões de votos nulos.
A Justiça Eleitoral considera a abstenção um dos principais indicadores relacionados à participação dos eleitores no processo democrático.
O segundo turno representa, portanto, uma nova oportunidade para ampliar o comparecimento às urnas e reduzir o número de pessoas que deixam de participar da votação.
ÍNDICE É O MAIOR DESDE 1998
A taxa de 21,08% registrada no primeiro turno de 2026 chama atenção também por representar o maior percentual de abstenção em eleições gerais desde 1998.
Naquele ano, a Justiça Eleitoral registrou 21,5% de eleitores ausentes no primeiro turno.
O resultado de 2026 também ficou ligeiramente acima do registrado na primeira etapa das eleições presidenciais de 2022, quando a abstenção foi de 20,95%.
A comparação mostra que o percentual de eleitores que não compareceram às urnas permanece em patamar elevado, apesar das campanhas de incentivo à participação eleitoral.
TSE PRETENDE AMPLIAR AÇÕES
Diante do resultado, Nunes Marques afirmou que o tribunal pretende trabalhar para aperfeiçoar os mecanismos utilizados para estimular o comparecimento.
As estratégias deverão ser voltadas à divulgação de informações e ao reforço da comunicação com os eleitores antes do segundo turno.
A intenção é reduzir dúvidas e dificuldades que possam contribuir para a ausência nas urnas e ampliar a participação na segunda etapa da eleição.
A Justiça Eleitoral também deverá acompanhar os dados de comparecimento ao longo do segundo turno para avaliar o comportamento do eleitorado.
SEGUNDO TURNO TERÁ NOVA VOTAÇÃO
No segundo turno, os eleitores voltarão às urnas para escolher entre os candidatos que avançaram na primeira etapa da disputa.
A participação continua sendo obrigatória para os eleitores que estão dentro das regras previstas pela legislação eleitoral, com as exceções estabelecidas para os casos específicos.
Quem não puder comparecer deverá justificar a ausência conforme os procedimentos definidos pela Justiça Eleitoral.
Com mais de 33 milhões de ausentes no primeiro turno, o desafio apresentado pelo TSE para a segunda etapa é ampliar a participação e diminuir a taxa de abstenção registrada em 2026.
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