SANDRO RÉGIS ACUSA ESQUERDA DE POLITIZAR TRANSPORTE EM SALVADOR E COBRA EXPLICAÇÕES SOBRE ÔNIBUS METROPOLITANOS E FERRY-BOAT
O deputado estadual Sandro Régis (União Brasil) criticou, nesta terça-feira (27), a postura de políticos da esquerda diante dos problemas registrados no transporte público de Salvador durante o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). O parlamentar acusou adversários políticos da Prefeitura de Salvador de explorar o episódio politicamente e cobrou explicações sobre reclamações envolvendo ônibus metropolitanos e o sistema ferry-boat.
Segundo Régis, as críticas direcionadas à administração municipal deveriam ser acompanhadas de cobranças semelhantes ao governo estadual, responsável por serviços de transporte metropolitano e pela operação do sistema de travessia marítima.
“É impressionante como determinados políticos da esquerda tentam explorar esse episódio de maneira irresponsável, com acusações mentirosas contra a Prefeitura, mas ficam em silêncio quando os problemas envolvem o governo estadual”, afirmou o deputado.
Na mesma declaração, ele questionou relatos de ônibus metropolitanos que teriam permanecido estacionados em pátios e as filas enfrentadas por passageiros no ferry-boat durante o dia da votação.
DEPUTADO QUESTIONA TRATAMENTO POLÍTICO DO EPISÓDIO
Sandro Régis afirmou que, na avaliação dele, as manifestações de adversários da Prefeitura tiveram motivação política. O parlamentar defendeu que as reclamações sobre o transporte sejam analisadas com o mesmo rigor, independentemente de qual esfera de governo seja responsável pelo serviço.
“Não vi essas mesmas pessoas cobrando explicações sobre os ônibus metropolitanos que ficaram nos pátios ou sobre as longas filas no ferry-boat. Parece que o interesse não é garantir o transporte da população, mas apenas tirar proveito político da situação”, declarou.
O debate ocorre após questionamentos sobre a operação dos ônibus urbanos de Salvador no segundo turno. A discussão envolve a disponibilidade da frota, possíveis atrasos e as condições oferecidas aos eleitores que precisavam se deslocar até os locais de votação.
RÉGIS CITA ADESIVOS EM ÔNIBUS E COBRA EXPLICAÇÕES
O deputado também questionou a ausência de manifestações de políticos da esquerda sobre imagens que, segundo ele, mostrariam pessoas ligadas ao Sindicato dos Rodoviários colocando adesivos com o número 13 em ônibus do transporte coletivo da capital baiana.
O número foi utilizado pela campanha do PT nas eleições presidenciais. Régis classificou a situação como possível propaganda eleitoral irregular e cobrou esclarecimentos sobre a participação das pessoas que aparecem nas imagens.
“Cadê a indignação dessas pessoas com as imagens de ônibus sendo adesivados com propaganda eleitoral irregular, cometendo crime eleitoral? Por que ninguém cobra explicações do sindicato?”, questionou.
O parlamentar também relacionou a retirada dos adesivos a possíveis impactos operacionais na circulação dos veículos. No entanto, a eventual responsabilidade de pessoas envolvidas e a caracterização de infração eleitoral dependem da apuração dos fatos pelas autoridades competentes. As imagens mencionadas, isoladamente, não permitem concluir que houve crime nem atribuir responsabilidade definitiva ao sindicato.
ÔNIBUS METROPOLITANOS E FILAS NO FERRY-BOAT
Régis também citou imagens divulgadas nas redes sociais que mostrariam ônibus metropolitanos estacionados em pátios durante o domingo de votação. Além disso, mencionou relatos de passageiros sobre dificuldades para utilizar o serviço e reclamações de usuários do ferry-boat relacionadas a filas e atrasos.
O deputado cobrou explicações sobre as condições de atendimento nesses sistemas, defendendo que os problemas relatados recebam atenção pública independentemente das disputas políticas.
As informações apresentadas por Régis, contudo, não incluem dados consolidados sobre a quantidade de ônibus que teria deixado de circular, o tempo de espera dos passageiros ou a extensão dos atrasos no ferry-boat. Esses números seriam necessários para dimensionar o impacto dos episódios sobre os usuários.
PREFEITURA AFIRMA TER UTILIZADO A MESMA FROTA
Ao defender a gestão municipal, Sandro Régis citou informações da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), segundo as quais a Prefeitura planejou a operação do segundo turno com a mesma frota de ônibus disponibilizada no primeiro turno.
O parlamentar argumentou que os dados de comparecimento eleitoral também devem ser considerados na avaliação do serviço oferecido à população.
Segundo os números apresentados, Salvador registrou abstenção de 20,14% no primeiro turno, com 393.886 eleitores ausentes. No segundo turno, o índice caiu para 15,77%, correspondendo a 308.402 ausências.
A diferença representa uma redução de 4,37 pontos percentuais na abstenção. Os dados também indicam que 85.476 eleitores a mais compareceram às urnas na capital baiana no segundo turno.
“Os números mostram que tivemos mais de 85 mil eleitores a mais votando no segundo turno e uma redução expressiva da abstenção. Isso evidencia de maneira muito clara que mais pessoas foram votar e que teve, sim, transporte público”, afirmou Régis.
A redução da abstenção demonstra que houve maior comparecimento às urnas, mas, por si só, não comprova que o transporte tenha funcionado sem dificuldades para todos os usuários. Para avaliar a qualidade da operação, também é necessário considerar dados de circulação, frequência, atrasos e atendimento à demanda.
DEBATE SOBRE TRANSPORTE GANHA CONTORNO POLÍTICO
As declarações de Sandro Régis ampliam o debate entre representantes da oposição e aliados do governo estadual sobre a prestação dos serviços de transporte durante o segundo turno.
Enquanto o deputado defende a Prefeitura e cobra explicações sobre os sistemas metropolitanos e o ferry-boat, as críticas à operação municipal mantêm em evidência a discussão sobre a disponibilidade de ônibus e as condições de deslocamento dos eleitores.
A avaliação completa dos episódios depende de informações oficiais dos órgãos responsáveis, além da apuração de eventuais irregularidades relacionadas ao uso de veículos públicos ou coletivos para propaganda eleitoral.
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