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Defesa de urologista alvo de operação sobre pornografia infantil contesta busca em Salvador

Advogados classificam medida como “desnecessária e desproporcional” e afirmam que médico nega categoricamente qualquer envolvimento nos crimes investigados
Defesa de urologista alvo de operação sobre pornografia infantil contesta busca em Salvador
A defesa do médico urologista Samuel Juncal contestou a realização de um mandado de busca e apreensão cumprido nesta quinta-feira (27), em Salvador, durante a Operação Brilho do Amanhã, que investiga crimes relacionados a estupro de vulnerável e pornografia infantil.
Em nota, os advogados classificaram a medida como “desnecessária e desproporcional” e afirmaram que o médico “reafirma categoricamente a sua total inocência”. Segundo a defesa, as acusações serão contestadas ao longo da investigação.
Samuel Juncal, que atua no Hospital Aliança, teve um endereço incluído entre os alvos da operação. A defesa ressaltou, porém, que o médico não foi preso, denunciado ou condenado pelos crimes investigados.
Defesa afirma que médico colaborava com investigação
De acordo com os advogados, Juncal mantém uma postura de colaboração com a Polícia Civil e com o Poder Judiciário desde o início das apurações.
A defesa afirma que o médico chegou a se colocar à disposição das autoridades policiais e que, nos dias 12, 17 e 20 de agosto, foram indicadas testemunhas que poderiam contribuir para esclarecer os fatos investigados.
Os advogados também informaram que mensagens armazenadas nos celulares do médico e de familiares foram preservadas. Segundo a defesa, o conteúdo poderá contribuir para demonstrar a inocência do profissional e contestar a acusação.
Defesa critica vazamento de informações
Outro ponto destacado pelos representantes do médico é que o procedimento tramita sob segredo de justiça. Para a defesa, a medida é necessária para preservar a intimidade e a integridade dos menores envolvidos na investigação.
Os advogados também criticaram o que classificaram como “espetacularização” do caso e repudiaram o vazamento de informações relacionadas à investigação.
Segundo a defesa, a exposição indevida poderia afrontar garantias previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Operação mobilizou cerca de 120 policiais
A Operação Brilho do Amanhã foi deflagrada nesta quinta-feira (27) pela Polícia Civil. Cerca de 120 policiais participaram das diligências realizadas em Salvador, Lauro de Freitas, Itagi, Seabra, São Félix e Conceição do Coité.
Segundo a polícia, duas pessoas foram presas durante a operação.
O nome de Samuel Juncal apareceu entre os alvos de busca e apreensão, mas a inclusão do médico na investigação não significa, por si só, que ele tenha cometido os crimes apurados. A investigação permanece em andamento, e a responsabilidade de cada envolvido deverá ser analisada pelas autoridades competentes.
O que diz a defesa
Em posicionamento divulgado após a operação, os advogados afirmaram que a acusação contra o médico é infundada e que ele permanece colaborando com as autoridades.
A defesa também sustenta que a busca realizada nesta quinta-feira não seria necessária diante da postura de colaboração adotada pelo profissional desde o início das apurações.
As declarações apresentadas pela defesa fazem parte do processo de investigação e ainda deverão ser confrontadas com os elementos reunidos pela Polícia Civil.
Tom escolhido: policial/investigativo e juridicamente cuidadoso, especialmente por envolver uma investigação sobre crimes sexuais contra menores e uma pessoa que, até o momento, é alvo de apuração, sem condenação.

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