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EX-AMIGA DE MARINA RUY BARBOSA PODE SER ENQUADRADA NA LEI MARIA DA PENHA, APONTA REVISTA

Advogada ouvida pela revista Veja explica que eventual ameaça de exposição de informações íntimas pode configurar violência psicológica contra a mulher. Polêmica envolve o rompimento de uma amizade de
EX-AMIGA DE MARINA RUY BARBOSA PODE SER ENQUADRADA NA LEI MARIA DA PENHA, APONTA REVISTA
Foto:Redes Sociais

O rompimento da amizade entre a atriz Marina Ruy Barbosa e a influenciadora Luma Costa ganhou um novo capítulo e passou a envolver também uma discussão jurídica. Segundo reportagem publicada pela revista Veja nesta terça-feira (3), uma eventual ameaça de exposição de informações da vida privada de uma mulher pode, dependendo das circunstâncias, ser enquadrada como violência psicológica, prevista no Código Penal e relacionada à proteção estabelecida pela Lei Maria da Penha.

A avaliação foi apresentada pela advogada Fernanda Baldanza, ouvida pela coluna GENTE, da revista. De acordo com a especialista, o uso de informações pessoais como forma de intimidação pode configurar crime caso fique comprovado que a conduta provocou dano emocional e prejudicou a saúde psicológica ou a capacidade de decisão da vítima.

A discussão envolve o artigo 147-B do Código Penal, incluído pela Lei nº 14.188/2021. O dispositivo prevê pena de reclusão de seis meses a dois anos, além de multa, para quem causar dano emocional à mulher, prejudicando seu desenvolvimento ou buscando controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões por meio de ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, chantagem ou outros mecanismos.

A advogada ressaltou que a análise não deve considerar apenas a existência de uma ameaça direta. O contexto das manifestações, a possível intenção de intimidar e os efeitos sobre a integridade psicológica da mulher também precisam ser avaliados. <Cite refs={["turn546323search0"]}/>

ENTENDA O ROMPIMENTO ENTRE MARINA E LUMA

Marina Ruy Barbosa e Luma Costa eram apontadas como amigas próximas havia mais de duas décadas. Nos últimos dias, porém, o distanciamento entre as duas passou a repercutir nas redes sociais, especialmente após o público perceber que elas deixaram de se seguir no Instagram.

Inicialmente, parte dos comentários na internet relacionou o desentendimento a divergências políticas. A especulação ganhou força depois da circulação de informações sobre o posicionamento eleitoral de Marina e de supostas conversas envolvendo a atriz e a influenciadora Nati Vozza.

Luma, no entanto, deu a entender que o afastamento teria motivos mais complexos. Em uma sequência de publicações nos Stories, ela negou ter deixado de seguir alguém e afirmou que também foi retirada de um dos grupos dos quais precisou se afastar.

A influenciadora ainda publicou mensagens sobre o encerramento de ciclos e a preservação da própria tranquilidade. Em uma das manifestações, afirmou que seu silêncio seria uma forma de respeito a uma história que ficou no passado e que ainda tentava preservar. Outra declaração, na qual sugeriu que talvez fosse melhor continuar em silêncio, chamou a atenção e alimentou novas interpretações sobre o conflito. <Cite refs={["turn546323search0"]}/>

CASAMENTO EM PARIS E TROCA DE INDIRETAS

Entre os episódios apontados como possíveis motivos para o desgaste está a presença de Luma no casamento do ex-marido de Marina, realizado em Paris. O acontecimento teria provocado desconforto e contribuído para o afastamento entre as antigas amigas.

Posteriormente, a circulação de prints relacionados a conversas políticas envolvendo Marina e Nati Vozza ampliou a repercussão. A atriz também publicou uma reflexão interpretada por internautas como uma possível indireta, embora não tenha apresentado publicamente uma explicação detalhada sobre o assunto.

O episódio mobilizou outros nomes conhecidos. João Vicente de Castro e colegas de elenco manifestaram apoio a Marina, enquanto Camila Queiroz negou envolvimento na polêmica. Apesar das especulações, os motivos exatos do rompimento não foram esclarecidos publicamente pelas duas.

O QUE DIZ A LEI?

O artigo 147-B do Código Penal trata especificamente da violência psicológica contra a mulher. A legislação alcança condutas que provoquem dano emocional ou tenham como objetivo controlar decisões e comportamentos por meio de diferentes formas de pressão e intimidação.

Já a Lei Maria da Penha estabelece mecanismos de proteção contra a violência doméstica e familiar. Sua aplicação depende da existência de um contexto previsto no artigo 5º, como violência no ambiente doméstico, familiar ou em uma relação íntima de afeto. A legislação também pode ser aplicada em relações entre mulheres, desde que os requisitos legais estejam presentes.

Portanto, o simples fato de duas mulheres terem rompido uma amizade não significa que uma delas possa ser automaticamente enquadrada na Lei Maria da Penha. É necessário analisar as circunstâncias concretas, a natureza do vínculo e os elementos que eventualmente caracterizem violência baseada no gênero.

Até o momento, a reportagem não aponta a existência de denúncia formal ou investigação criminal envolvendo Marina e Luma. A avaliação jurídica apresentada pela revista trata de uma possibilidade legal, e não de uma conclusão de que houve crime ou de que alguma das envolvidas será responsabilizada.

EXCLUSIVAS BAHIA — Informação com responsabilidade.

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